Descrição
01 – Só Pra Variar
02 – Malandragem Dá Um Tempo
03 – Vem Quente Que Eu Estou Fervendo
04 – Só As Mães São Felizes
05 – Vale Quanto Pesa
06 – Perdidos Na Selva
07 – Amor, Meu Grande Amor
08 – Não Há Dinheiro Que Pague
09 – Jardins Da Babilônia
10 – Um Índio
11 – Um, Dois, Três, Quatro…” (Faixa escondida em “Um Índio”)
Lançado em 1996 pela gravadora WEA Music, o CD Barão Vermelho – Álbum é o décimo disco de estúdio da banda carioca e um marco de inovação e homenagem na história do rock brasileiro. Na época, o projeto trouxe uma grande novidade tecnológica para o mercado fonográfico nacional: a faixa 1 interativa em CD-ROM, recheada de conteúdo multimídia exclusivo para ser executado nos computadores da época.
Produzido por Ezequiel Neves ao lado do próprio Barão Vermelho, o álbum é inteiramente dedicado a releituras e versões marcantes de clássicos da música brasileira. Com arranjos revigorados pelo peso das guitarras de Roberto Frejat e Fernando Magalhães, o grupo passou pelo samba, pela Jovem Guarda, pela MPB e pelo pop-rock, transformando composições de mestres como Bezerra da Silva, Raul Seixas, Caetano Veloso, Rita Lee, Luiz Melodia e do saudoso parceiro Cazuza.
O disco foi um estrondoso sucesso de público e crítica, tornando-se o primeiro álbum do Barão Vermelho a conquistar o certificado de Disco de Platina. É uma mídia física rarsíssima, inovadora e indispensável para colecionadores e entusiastas da memória do rock nacional.
Análise dos Principais Destaques do Álbum
-
“Malandragem Dá Um Tempo”: O grande carro-chefe do álbum. O Barão Vermelho transformou o clássico do samba de Bezerra da Silva em um hino do rock noventista, com arranjo de metais potente, guitarras pesadas e presença constante nas rádios de todo o país.
-
“Vem Quente Que Eu Estou Fervendo”: Releitura eletrizante do clássico da Jovem Guarda (de Eduardo Araújo e Carlos Imperial), cheia de pressão rítmica e atitude.
-
“Só Pra Variar” e “Jardins Da Babilônia”: Interpretações marcantes que homenageiam o rock autoral brasileiro através da genialidade de Raul Seixas e Rita Lee.
-
“Amor, Meu Grande Amor”: Versão consagrada da canção de Angela Ro Ro, reformatada com sensibilidade, arranjos de teclado e interpretação vocal marcante de Frejat.
-
“Só As Mães São Felizes” e “Um Índio”: Momentos de forte carga poética que resgatam a parceria histórica com Cazuza e a genialidade da MPB de Caetano Veloso.
Legado Cultural e Relevância para Colecionadores
O CD Barão Vermelho – Álbum (1996) destaca-se pelo seu caráter pioneiro ao apostar no formato “Enhanced CD” (CD com faixa multimídia interativa) no Brasil nos anos 90. O projeto gráfico da época brincava inclusive com a grafia do nome da banda, utilizando o símbolo “@” no logotipo (B@rão Vermelho), refletindo a estética da nascente era da internet no país.
A mídia física em CD entrega uma produção sonora impecável gravada e mixada em estúdios renomados (como Nas Nuvens e Cia. dos Técnicos), destacando o peso da cozinha rítmica de Guto Goffi e Rodrigo Santos ao lado do naipe de sopros convidado.
Para o acervo da Reliquia Store, este CD representa uma peça de altíssimo valor de acervo e garimpo, unindo valor histórico, inovação tecnológica e grande apelo de vendas.
O Valor Histórico do “Álbum” de 1996
Ao ouvir o CD Barão Vermelho – Álbum (1996 – WEA), percebe-se o auge da maturidade de uma das maiores bandas do Brasil, capaz de reinventar clássicos de diversos gêneros da nossa música sem perder a sua identidade roqueira e autêntica.
O disco proporciona uma experiência de audição festiva, vibrante e saudosista, celebrando tanto a música brasileira quanto o surgimento das novas tecnologias da época.
Disponível no acervo da Reliquia Store, este CD é uma relíquia essencial para quem valoriza a história e as mídias físicas marcantes do rock nacional.





