Descrição
01 – 12 Badaladas
02 – Jabatá E O Diabo
03 – Sol E Chuva
04 – Carolina (Pout-Pourri)
05 – Nervoso Na Beira Do Mar
06 – Silepse
07 – A História Do Zé Pedrinho
08 – O Dia Em Que Conceição Subiu A Serra
09 – Canudos
10 – Os Segredos De Sumé
11 – Recife
12 – Psicobaião
13 – Carnaval
Lançado originalmente em 1995 pelo selo Chaos (subdivisão da gravadora Sony Music dedicada à cena alternativa), o CD Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis é uma das obras mais originais, enérgicas e emblemáticas da efervescência musical pernambucana dos anos 90. Produzido por Roberto Frejat (guitarrista do Barão Vermelho), o álbum de estreia homônimo da banda recifense uniu com maestria o peso do hard rock e do rock psicodélico setentista à essência do baião, forró, xote e áudios da tradição do “Udigrudi” nordestino.
Utilizando a eletricidade pesada das guitarras aliada ao balanço regional da sanfona e do triângulo, o grupo — liderado pelos vocais e guitarras de Dirceu Melo — criou um som único que dialogava diretamente com o movimento Manguebeat, mas com uma pegada fortemente fincada no rock and roll e na psicodelia.
É uma mídia física raríssima e indispensável para colecionadores de rock nacional, historiadores da cena pernambucana dos anos 90 e apreciadores de fusões rítmicas geniais.
Análise dos Principais Destaques do Álbum
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“História de Zé Pedrinho”: Um dos grandes destaques absolutos do disco e faixa indispensável do repertório. Além da força narrativa e rítmica da composição, a faixa brilha com a participação especialíssima do produtor Roberto Frejat detonando nas guitarras ao lado da banda.
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“Carolina” e “Sol e Chuva”: Faixas marcantes que exemplificam a mistura perfeita entre riffs de guitarra distorcidos, vocais rasgados e a ginga irresistível dos ritmos nordestinos.
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“Jabatá e o Diabo”: Composição empolgante, cheia de energia e atitude, destacando o entrosamento instrumental e a pegada direta do grupo.
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“Os Segredos de Sumé”: Faixa histórica que contou com a participação especial do mestre Zé Ramalho, criando uma ponte direta entre a nova geração dos anos 90 e a clássica psicodelia nordestina dos anos 70 (como o antológico disco Paêbiru).
Legado Cultural e Relevância para Colecionadores
O CD Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis (1995) tornou-se um item de cult cobiçado por garimpeiros e colecionadores. Lançado na época áurea do CD no Brasil, o álbum teve uma tiragem que se esgotou rapidamente e nunca mais foi reeditada em grande escala em mídia física no país.
A produção assinada por Frejat capturou a pressão dos amplificadores e a vivacidade dos instrumentos acústicos com excelente fidelidade sonora, acompanhada de um projeto gráfico irreverente que traduz o espírito underground da banda.
Para o catálogo da Reliquia Store, este CD representa uma relíquia de altíssimo valor de acervo, enorme raridade de garimpo e relevância indiscutível na história do rock brasileiro.
O Impacto de Jorge Cabeleira no Rock Pernambucano
Ao ouvir o CD Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis, fica evidente o frescor e a ousadia de uma banda que não teve medo de misturar sanfona com distorção pesada.
Disponível no catálogo da Reliquia Store, este CD (prensagem original de 1995) é uma peça indispensável para quem deseja guardar os grandes momentos do rock alternativo nacional em mídia física.





